quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma nova Pessoa

Ele estava cansado de si mesmo, mas algo nele mudou e fez com que ele nascesse novamente, ele começou a sentir que estava fazendo as escolhas certas, nesses últimos anos intensificou a sua relação com ele mesmo, começou a seguir aquela velha frase imortalizada na filosofia Socrática “Conhece-te a ti mesmo”.

Ele sentia tantas coisas novas. Sentia uma mudança, na verdade sentia estar mudando, deixando aquele passado cheio de erros para trás, estava se libertando de algumas correntes que ele mesmo tinha criado.
Começou a viver o presente, para ele não havia mais a necessidade de reclamar, ele não seria mais refém do passado. Esta nova pessoa deixaria de se preocupar demais, de se desculpar demais, de ser tímido demais.

Talvez, assim ele pudesse aproveitar melhor os momentos de felicidade, sem se considerar tão culpado. A partir de agora ele começaria a conviver com os seus problemas, de uma maneira mais seria, e também mais madura.

sábado, 20 de agosto de 2011

Os Famosos e os Duendes da Morte


Uma das experiências mais emocionantes que tive foi a de assistir “Os famosos e os duendes da morte” e agora eu explico o porque.
 
Os famosos é um filme intensamente emocional, com cenas marcantes que por trás do seu regionalismo tem uma dimensão enorme, que consegue embarcar como nenhum filme que eu já assisti o sofrimento do jovem atual, em uma sociedade padronizada.

Um dos temas do filme é o suicídio entre os jovens, o filme aborda este tópico de uma maneira indireta, mas nem por isso menos crítica.

Este filme fala dos dilemas de um jovem que vive no interior e que sofre de uma exclusão silenciosa, que tantas vezes foi retratada por imagens incríveis, alias um dos pontos fortes do filme é a fotografia.

Antes de tudo ele é um filme angustiante, com cenas tocantes como aquela do futsal. Onde ele é o ultimo a ser escolhido. Poucas pessoas sabem o que isto significa, e outras poucas sabem como é viver esta cena. O sentimento dualista de querer participar de um grupo maior e o outro de ser como é sem abrir mão de sua verdadeira essência. Ou seja, ele não quer ser chamado, mas ao mesmo tempo não quer ser excluído.

A sociedade é hipócrita; a escola as pessoas são todas opressivas, a única maneira do jovem do filme se expressar é através da internet, nela ele vive inteiramente, nela toda a sua criatividade é posta em frases magníficas como: “estar perto não é físico” e em “alucinações” que envolve uma espécie de triangulo amoroso.

Descrever este filme é difícil, ela retrata varias coisas, ele é aquele raro tipo de filme que te pega pelo sentimento, somente depois de algum tempo você começa a pensar sobre ele, mesmo assim o sentir é o ponto forte.

Sobre ele há mais perguntas do que respostas há mais sentimentos e emoções do que pensamentos e, por mais que eu fale e escreva, sinto estar negligenciando algo. 

Nada substitui a sensação de assisti-lo.

OBS.: Além da fotografia a trilha-sonora é ótima.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Expressões que não dizem a Verdade


Sabe aquele ditado "Não se compra o livro pela capa", então pode soar estranho, mas eu sempre pensei que este ditado se referia a de que livros feios podem ter conteúdos bonitos, e não que livros bonitos podem ter conteúdos feios, neste caso não havia reciprocidade.

 
Eu nunca pensei que este ditado seria uma variação de um outro igualmente conhecido Por fora bela viola, por dentro pão bolorento, pois bem, quando comecei a entender este ditado, vi que ele pode significar muitas coisas, pode parecer um pouco sem noção, mas veja bem quantas vezes nos julgam pelo rosto, nem é questão de estética, seria mais expressão.


Olham para nós e percebem um rosto absolutamente normal, talvez um pouco abatido, mas nada que chame muita atenção. Assim, nós vivemos fazendo expressões que não são as verdadeiras no momento, sorrimos, mas no fundo estamos tristes.

Volto a escrever, "Não se compra o livro pela capa", ou seja, não julgue uma pessoa por sua expressão facial, não pense que uma pessoa esta feliz, só e exclusivamente por um sorriso.

domingo, 7 de agosto de 2011

Morte e Renascimento

As pessoas vivem mudando, a todo o momento algo aparece, para mudar nossas convicções e nossos gostos sobre algo. Mesmo você não percebendo, você muda, pode estar em transformação agora neste instante, e talvez nem perceba.

Para evidenciar essas mudanças vou contar uma história: Era férias quando Pedro Augusto resolveu pegar para ler um livro de Dan Brown "O Código Da Vinci", até então ele quase nunca lia poderia dizer que tanto fazia ler ou não.

Com a escolha deste Best-Seller, Pedro mudou completamente, passou então há passar mais tempo lendo, é claro que nesta época, ele lia somente livros comerciais, sem muita qualidade, mas foi uma mudança.

Ele mudou e continuou mudando, suas posições e principalmente seus gostos, tinha deixado de ler somente Best-Sellers e começou a ler livros mais profundos e bem escritos, como eu disse antes que ele começou com Dan Brown, vou dizer qual livro fez ele mudar de perspectiva. O livro foi “Crime e Castigo”, mas tanto faz qual foi, o que verdadeiramente importa é que ele já havia construído esta mudança, “Crime e Castigo” foi o símbolo da mudança, mas poderia ter sido outro livro.

As mudanças nele continuaram, começou com literatura mas avançou a outras artes, cujas as principais até este exato momento foram Cinema e Musica, deixou de ver filmes simplórios e passou a prestar mais atenção no roteiro e na direção, e também deixou de ouvir musicas com duplos sentidos, e começou a prestar maior atenção nas letras.

Quantas vezes será que Pedro mudou? é impossível dizer, porque ele sempre estará se renovando, existiu na vida dele vários ciclos. Ele morreu e renasceu várias vezes e vai continuar mudando ainda por muito tempo.