Dor, lagrimas... as vezes é tudo que nós temos.
Acordei lentamente, como se carregasse um peso enorme, uns mil quilos, foi assim, que me dirigi ao banheiro, no espelho vi uma visão desoladora que minava as minhas esperanças, minhas feições já não eram as mesmas, do rosto jovial pouco ou nada restava, os olhos outrora vivazes e brilhantes, agora eram opacos, sem falar em leves olheiras... Agora estavam meio inchados e um pouco avermelhados.
Vi dois gatos pretos, alias era uma sexta não uma sexta-feira treze. Era dia 9. Um dia normal.
Certos dias de tardes chuvosas, daquelas tardes sem energia, daquela tardes onde nenhum lugar é bom, no quarto, na cozinha, ou no banheiro, tudo era incomodo, nada era completo.
Noite de seu céu nublado, de céu amorfo, de céu sem estrelas, noite sem Lua, noite sem cruzeiro ou escorpião. Uma noite que não dava para ver nem o leite derramado da mãe Hera...
As vezes a unica coisa que restava para fazer era me deitar e esperar, até o sono vir e tomar conta de mim.
2 comentários:
É isso o que eu digo,é exatamente assim que me sinto.Como se só me restasse deitar e dormir para que o tempo passasse mais rápido,como se a vida voasse.É possível ter outra saída?Existe um caminho mais agradável do que deixar tudo passar voando pra finalmente ter a paz que eu mereço?
Onde achar forças pra lutar e acabar de vez com todas as minhas angustias?Onde encontrar?Minha única resposta é a espera,a longa espera dos anos que se passam...Esse texto me fez chorar...Beijus,meu querido. =D
Nem sei o que falar, só consigo dizer que compartilho das mesmas duvidas e da mesma solução.
A espera que é util, mas ao mesmo tempo dolorosa, que me faz pensar no tempo que perdi, nas memórias incompletas e nas lacunas que criam buracos na minha memória, e levam minhas lembranças.
Um Grande Abraço
Everton Paschoal
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