Eu sempre fui alguém aberto ao novo, ao produtivo gostava de ser cercado por pessoas influentes e carismáticas, que pudessem me ensinar algo de novo, mas eu deveria saber que isto não seria para sempre.
Eu era um cravo no meio das margaridas e isto era um absurdo! como pode são diferentes não podem, eu deveria adivinhar que era cravos com cravos e margaridas com margaridas, separados.
Porque meu Deus, eu me lembro do tempo que ter alguém como eu por perto era um orgulho, fonte de admiração, eu sei os tempos mudam, mas precisava ser assim, como eu sofro, minha mente pode ter piorado, mas sei quem sou e o que quero.
Os cravos não podem ficar no meio das margaridas, fui isolado, fui para um canteiro que só tinha cravos, me tiraram dali e nenhuma margarida percebeu.
Lá eu sofri e quase nada aproveitei tudo porque nesta sociedade a juventude é mais valorizada do que a velhice.

2 comentários:
Gosto da vida própria que o texto tem.
Uma evolução rápida, um parágrafo "mais velho" que o outro - por algum motivo a ideia da velhice, pelo menos para mim, acaba ficando mais forte na estrutura que no próprio texto.
Se eu puder lançar uma provocação, sugiro que experimente tecer textos com orações curtas. Às vezes ao ponto do telegrafismo, mesmo que como exercício: é importante dominar a fração para compor um todo complexo e verdadeiramente significante.
Por enquanto é isto mesmo, seria ignorância a minha dizer que escrevo bem, por isso acabei focando no tema e na estrutura.
Eu tentei fazer orações curtas, acho que não foi o suficientes. Vou tentar (caso venha inspiração) nos próximos posts fazer desta maneira, muito obrigado pela dica e, espero vê-lo novamente fazendo estas críticas construtivas.
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