segunda-feira, 30 de maio de 2011

Grande Sertão: Veredas

O livro Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa é uma das obras mais importantes da literatura brasileira e chamou minha atenção por seu numero de paginas – mais de 600 páginas – e pela ausência de capítulos, o que é muito estranho, pois eu tenho o costume de parar de ler no fim dos capitulos.
Grande Sertão: Veredas é um livro contado por Riobaldo um jagunço do sertão mineiro que narra para um interlocutor misterioso sobre seus medos, amores, aventuras e dúvidas.Algo importante é que o interlocutor só pode ser identificado melhor por meio dos próprios comentários feitos por Riobaldo.

No livro são são narradas duas guerras importantes:

Uma envolvendo a tropa de Joca Ramico,cujo um dos pertencentes era Riobaldo,contra Zé Bebelo e os soldados do Governo e a outra Hermógenes e Ricardão, assassinos de Joca Ramiro,contra Zé Bebelo que vira o chefe da antiga tropa de Joca Ramiro.

O espaço geral da obra é o sertão e os nomes citados são muito estranhos e a linguagem do livro é muito difícil e complicada,cheia de neologismos.Por isso,e por outros motivos o livro torna-se uma espécie de labirinto devido a forma que Riobaldo narra: narrando da maneira que mais lhe convém ou conforme os episódios venham a cabeça.Portando não se deve ler esta obra magnífica pensando que ela seguira um ordem cronológica.Ela é realmente um desafio,e deve ser lida com muito atenção.

O impacto desta obra  é tão grande que vim a conhece-la melhor através de um biógrafo de Clarice Lispector (um americano)que comentou sobre ele em um de suas entrevistas.

Este livro guarda uma grande historia que faz você se surpreender do inicio ao fim,o fim principalmente,mas é melhor parar por aqui,não quero estragar o final.

Espero que leiam este clássico da literatura brasileira,porque vocês não vão se arrepender.

2 comentários:

hnrchcrnh disse...

Admito que nunca tive a capacidade de ler um Guimarães Rosa - só alguns contos do Primeiras Estórias, mas acabei me perdendo em tudo aquilo e não terminei o livro.

Mas Grande Sertão: Veredas é um touro que ainda pretendo agarrar pelos chifres!

Everton Paschoal disse...

Sim realmente este livro pode ser comparada com um touro.Um touro tão difícil de ser domado que na minha leitura tive que lançar mão de um estratagema: o de programar o numero mínimo de paginas que deveria ler por dia para poder lê-lo a tempo de devolve-lo à biblioteca.Lia 30 paginas diárias em 4 horas,o que pode parecer bastante,mas nada nesta obra é simples seu vocabulário,sua estrutura,a maneira de narração tudo tende a enveredar em direção a um labirinto de palavras(o que me lembra muito Borges)e,mesmo achando que li ele completamente me parece que algo ficou e que não teve um final,talvez esta seja a intenção do autor,mas quando mais maturo pretendo relê-lo,para sanar as duvidas.