quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Homem e a Felicidade

Ele não sabia o motivo aparente, mas de uma hora para outra uma felicidade súbita emergio transformando aquela alma pacata, em uma nova pessoa. Durante uma semana, exatamente, ele apreciou esta mudança da melhor maneira possível, mas a felicidade não durou para sempre.                                                                          
Assim como todas as drogas, a felicidade quando acabou o deixou arrasado, em pânico, nos últimos dias tinha perdido todas as defesas que havia criado. Sempre, deste de jovem, se acostumou a uma vida solitária e, de repente, ele sozinho não se bastava.                                
Para ele, voltar a uma vida como antes era impensável, ele não era feliz, e agora precisava procurar aquela sensação. Ele procurou, tentou refazer o que tinha feito dias antes da felicidade súbita, mas não adiantou em nada.

Procurou por mais algum tempo, mas nada deu frutos então desistiu de procurar e só esperou que ela viesse novamente.

sábado, 23 de julho de 2011

O Artista e a Natureza

Um artista sozinho em sua casa tentava fazer um poema. Já eram altas horas da madrugada, mas o nosso pobre artista tinha perdido a concentração. Uma grande pena, pois o prazo de entrega era amanhã e ainda faltava uma estrofe.

Era um poema sobre a natureza, cheia de rios e cachoeiras, e mais alguns simples clichês. 

O nosso pobre rapaz tentava, mas não adiantava, então a natureza resolveu dar uma forcinha e mandou a ele uma adorável Maria Fedida.

Então o artista lamentou "Oh, Mãe Natureza fiz sobre ti um lindo poema e você me manda uma Maria Fedida! ".

O rapaz ,coitado, sofreu uma horrivel decepção, o seu mais lindo poema perdido por um inseto.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cem Anos de Solidão


O livro Cem Anos de Solidão foi escrito por Gabriel Garcia Marquez, autor participante do boom literário da America Latina, ele foi até agraciado por um premio Nobel. Cem anos de Solidão não é um livro facil, muito pelo contrario, é bem difícil, tem uma estrutura que merece ser respeitada com devotamento integral, impossível lê-lo sem a devida atenção. Segundo muitos críticos sua influencia só pode ser comparada na língua espanhola com Dom Quixote.                                            


Escrever sobre este livro fantástico, é realmente difícil, é um romance que conta a historia da familia Buendía desde seu patriarca até a 7º geração, um fato interessante é que a maioria dos personagens tem os nomes de José Arcadio e Aureliano, neste livro os nomes dizem muito sobre os personagens, é como se o nome interferisse no caráter, os José Arcadio seriam os impulsivos e extrovertidos e os Aurelianos seriam mais introvertidos avessos a grandes mudanças.  



A historia se ambienta em uma aldeia fictício chamada Mocondo, que no decorrer das gerações vai se modificando, é impossível não dizer aqui a importância do capitalismo para a suas transformações, há alguns fatos memoráveis, que traz a ascensão de Mocondo e também o reverso disto. 


A confusão com nomes e grau de parentesco nesta obra é inevitável, posso até dizer que é construtivo, pois nos abriga constantemente a pararmos para pensar, quem é quem, mas mesmo assim há algumas pessoas que preferem anotar e montar uma espécie de arvore genealógica, pode ser útil, mas tira um pouco do encanto de descobrir por si mesmo. 

domingo, 17 de julho de 2011

O Homem e a Ideia

A voz irritante tinha voltado, uma voz persistente que vivia o cercando, não era uma voz vinda de seu vizinho, nem de outra pessoa, vinha dele mesmo.

Era uma ideia que o martelava dia e noite, cada vez mais persistente, ele tinha que ser ousado, mas quem disse que ele queria, sempre foi uma pessoa aficionada por estabilidade e tranquilidade porque faria uma maluquice.

Esta maluquice gastaria seu dinheiro, tiraria sua paz, o afastaria dos familiares do seu conforto, mas era o que prometera e podia muito bem ser prazeroso.

O impasse continuou por muito tempo, até que ele resolveu se vender a ideia e planejou sua partida. Assim ele deve ter suposto; que os desígnios do coração sempre vencem a razão, mesmo que seja por cansaço. 

sábado, 16 de julho de 2011

Cravos e Margaridas

Eu sempre fui alguém aberto ao novo, ao produtivo gostava de ser cercado por pessoas influentes e carismáticas, que pudessem me ensinar algo de novo, mas eu deveria saber que isto não seria para sempre.

Eu era um cravo no meio das margaridas e isto era um absurdo! como pode são diferentes não podem, eu deveria adivinhar que era cravos com cravos e margaridas com margaridas, separados.
 
Porque meu Deus, eu me lembro do tempo que ter alguém como eu por perto era um orgulho, fonte de admiração, eu sei os tempos mudam, mas precisava ser assim, como eu sofro, minha mente pode ter piorado, mas sei quem sou e o que quero.

Os cravos não podem ficar no meio das margaridas, fui isolado, fui para um canteiro que só tinha cravos, me tiraram dali e nenhuma margarida percebeu.

Lá eu sofri e quase nada aproveitei tudo porque nesta sociedade a juventude é mais valorizada do que a velhice.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Homem e as suas Lembranças

Estava uma noite fria, já passava das onze horas, mas ele não precisava se preocupar amanhã era domingo e não precisava ir ao trabalho.

A noite que começava normal acabou a mostrar-se péssima, pois quando ele menos esperava as suas lembranças mais sombrias voltaram a abalar seu coração, era como se algo já sepultado estive-se voltado, as lembranças suprimidas, foram capazes de gerar um colapso nervoso. Ele tentou de tudo, todas as alternativas que tinha em mão, ouvir musica, tentar dormir, ocupar a cabeça, nada deu frutos ele tinha que conviver com ela pelo menos aquela noite, e foi assim, não dormiu e chorou muito.Esforçou-se muito e conseguiu esquecer voltou a trabalhar e pagar as suas contas, cuidar de sua vida medíocre. Era uma vida cíclica marcada por colapsos, se é que pode se considerar vida.

A Menina e o Salgueiro

Conversamos todo o dia, na saída da escola era só eu e ela, às vezes conversávamos sobre o tempo, mas na maioria das vezes conversávamos qualquer coisa sem valor.
E foi assim no decorrer do ano, eu tentava faze-la rir, mesmo não sendo comediante eu era feliz, mas não era amigo o suficiente para perceber que ela era uma garota triste que chorava sempre embaixo de um salgueiro que ficava em um parque vazio perto de casa. Eu nunca entendi o porque, mas sempre voltava lá para vê-la chorar, um dia resolvi falar com ela, não sei por que, queria saber mais, o porquê de toda aquela tristeza, mas nunca vou descobrir ela se fechou e nunca mais conversamos e na minha longa vida nunca mais esqueci esta garota que não sei mais o nome, a menina chorosa, se eu não fosse egoísta e percebe-se a sua tristeza. Ah, agora é tarde e ela provavelmente não existe mais.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Crime e Castigo

Crime e Castigo é um livro escrito por Fiodor Dostoievski e o interressante nele é a maneira pela qual pelo qual é escrito esta obra, uma narrativa psicológica, o dom com as palavras de Dostoievski  é tão grande que não há a necessidade dele dizer, por exemplo, que o personagem esta triste, porque conseguimos entender.



O livro narra a historia de Raskólnikov um jovem estudante que por falta de dinheiro largou o curso de Direito. A historia é ambientado no submundo da cidade de São Petersburgo (Russia), bares, tabernas, becos escuros são lugares corriqueiros na narrativa, conforme Raskólnikov narra sua teoria, paira uma tensão invisível em relação a ela e qual será as suas consequencias. De uma forma genial Dostoievski consegue nos convencer a torcer para que tudo de certo para o personagem. 

Superficialismo é algo impossível de se encontrar nesta rica historia que embarca o sofrimento da alma humana em suas certezas e duvidas.


Esta obra é realmente magnífica e deve ser lida com muito esmero, por isso recomendo a todos.